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AVALIAÇÃO TRIENAL DE KOINONIA - RESUMO EXECUTIVO

Durante alguns meses de 2006 KOINONIA foi avaliada por um observador externo com o intuito de incluir a perspectiva dos públicos com os quais a instituição trabalha. Avaliações como essa estão previstas no Planejamento Estratégico 2004-2009 de KOINONIA. Segue abaixo um resumo executivo da Avaliação Trienal (2004-2006) realizada pela consultora Mara Vanessa Fonseca Dutra.

ÍNDICE:

1. Objetivos
2. Metodologia
3. Algumas conclusões
4. Desafios
5. Visão do público direto e dos parceiros
  5.1- O que mudou na vida das pessoas?
Grupo de Mulheres (São Paulo)
Quilombolas:
Terreiros de Candomblé
Trabalhadores rurais e Direitos
Jovens do Pólo Sindical
  5.2 - Parcerias
Sobre Aids e Igrejas
Coletivo de entidades no Sub Médio São Francisco
Observatório de Favelas (Jailson de Souza e Silva, coordenador)
  5.3 - Parceiros nacionais e internacionais dos programas EDF e RESC
O que distingue Koinonia (seu diferencial)
Participação nos espaços ecumênicos
Jornadas Ecumênicas
Diálogo inter-religioso

1. Objetivos:
- Verificar resultados alcançados X previstos
- Observar rumo da execução dos programas
- Perceber a visão dos parceiros e do público direto

^ Índice

2. Metodologia:
- Leitura e análise do material existente (documentos de planejamento, relatórios, documentos produzidos pelos programas)
- Elaboração de roteiro de observação e de entrevista por programa
- Reuniões com equipes de cada programa
- Entrevistas com pessoal de Koinonia
- Visitas de campo
- Entrevistas com público direto
- Entrevistas com parceiros (algumas feitas por telefone)

^ Índice

3. Algumas conclusões:
- Embora operando com aproximadamente 30% menos recursos financeiros do que o planejado, os resultados foram alcançados, inclusive além do previsto.

- Algumas atividades foram suprimidas ou adiadas, o que significa, em alguns casos, um certo risco para a qualidade do trabalho.

- Os programas apresentam bom desempenho. Cumprimento da maior parte das atividades e bom avanço em relação aos resultados esperados e objetivos a alcançar.

- Cada programa foi objeto de uma análise específica, apontando principais avanços, dificuldades e desafios.

- Algumas sugestões foram feitas visando maior sinergia e aproveitamento das potencialidades de cada programa e da instituição como um todo.

- Exemplo de acúmulo institucional que pode ser mais aproveitado: metodologias de formação e de capacitação (distintas nos diversos programas). Formação é uma marca de KOINONIA, reconhecida por seus parceiros e por seu público. Os programas trabalham esse conceito com metodologias diferenciadas. Há muito acúmulo e muita possibilidade de sinergia e crescimento nesse campo.

- Destaque para a produção de conhecimento nas áreas do ecumenismo, da juventude e violência e do diálogo inter-religioso. A produção de Koinonia é reconhecida por seus parceiros e pelo público como uma das marcas da instituição, que dá uma qualidade diferenciada ao trabalho.

- A postura institucional de trabalhar com comunidades definidas e estabelecer vínculos de solidariedade com elas tem funcionado – ver opinião do público dos programas sobre a relação com KOINONIA. Onde os programas têm mais tempo, uma história de maior acúmulo, os vínculos são também mais enraizados. Essa postura explica a limitação de frentes de trabalho concreto abertas por Koinonia.

- Os eixos transversais (ecumenismo e superação da violência), os temas de interação (Aids, juventude, diálogo inter-religioso e relações de gênero) e os desafios institucionais (relações de gênero e formação) estão presentes nas ações dos programas com ênfases variadas.

- A questão de gênero, reconhecidamente um desafio, está sendo objeto de avaliação específica, com uma metodologia que é, ao mesmo tempo, formativa.

^ Índice

4. Desafios:

- Aprofundar as iniciativas de interação entre os programas e as sinergias possíveis, tendo como referência os eixos transversais, temas de interação e desafios institucionais.
Nessa interação, atentar para as diferentes metodologias de formação utilizadas e pelas singularidades de cada estratégia; ver o que pode ser estendido a outros programas, em termos de princípios metodológicos.

- Elaborar metodologias de formação de multiplicadores de maneira a possibilitar a ampliação da ação.

- Colocar em funcionamento redes existentes (como no caso da Rede Evangélica de Solidariedade) ou que se pretende criar (como a rede quilombola no RJ).

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5. Visão do público direto e dos parceiros

5.1. O que mudou na vida das pessoas?

Grupo de Mulheres (São Paulo)
“Os encontros são momentos em que a mulher pára para pensar, sai da rotina, do emaranhado, do corre-corre em que ela nem tem tempo para pensar se é feliz.”

“Para mim, o momento da virada foi num encontro, quando Taís disse que nós mulheres, não poderíamos amar mais a nossos maridos que a nós mesmas. Que não podemos colocar nossa felicidade na mão do outro. Eu explodi. A partir dali, fui outra pessoa.”

“A mulher teve que aprender, né? É aquela ânsia de aprender e procurar ser feliz. Ela quer ser feliz! Ela quer lutar, ela quer vencer, ela é forte. Tem dia que a gente se acha pequenininha… Mas a mulher é forte, só que não sabe que é; então, precisa a outra falar: “Não! Você é forte! Você consegue!”. É preciso que ela descubra que tem potencial para exteriorizar isso nela, tanto no pessoal como no familiar, né?”

“Deveríamos trazer homens e mulheres para os encontros. Eles também poderiam ser multiplicadores para os outros homens na fábrica, no trabalho, onde eles vivem. Por que só mulher? Tem homens muito bons de coração.”


Quilombolas:
Marambaia
“Existia um certo medo. Através de Koinonia, a gente passou a conhecer os direitos e a como lidar com eles [policiais, pessoal da Marinha]. Era um medo que eu tinha. Hoje em dia não tenho medo. Hoje já sei chegar e conversar com eles. Se eles falarem uma coisa para mim, eu falo outra para eles. Não vou xingar eles, mas, dentro do meu direito, eu vou falar para eles.”

“A gente ficou sabendo de leis. E ainda assim é muito pouco. Estamos nos formando no processo. Aqueles que só esperam resultados estão sem aprender”.

“Hoje somos respeitados. Antes, levavam a gente para o “baléu” [cadeia] por qualquer coisa, hoje já não fazem isso. “

Sobre o intercâmbio com outras comunidades: “Uma coisa assim que até nos conforta, é saber que a luta deles é igual à nossa. A dificuldade para se posicionar enquanto cidadão é terrível, é a mesma coisa! A luta deles é tão grande quanto a nossa. Eles não são respeitados, alguns também fazem um esforço enorme para provar que existem, como nós fazemos. Então descobrimos que dentro desse Brasil, nós não somos os últimos, como achávamos que éramos. Nós somos mais uns. Isso aí é que nos mantém. Por isso é importante a gente estar junto”. (Marambaia)


Preto Forro

“Outro dia, numa viagem, uma moça gritou: não entra nesse ônibus aí que é dos Preto Forro! E riu. Eu antes também não sabia o que era esse nome e iria rir. Mas agora expliquei para ela o que significa, que forro é de alforria”.

“Antes, qualquer coisa que o grileiro fazia, a gente não tinha onde correr. Hoje temos encaminhamento até em Brasília”.

“Mudou o comportamento dos outros conosco, mudou para melhor. Por exemplo, a gente ia toda hora na delegacia por queixa do grileiro, isso mudou”.

“Agora a história nunca vai ser esquecida porque vai estar no papel, tem registro”.

Alto da Serra

“Descobrimos que tinha a justiça do Rio e a Federal, não só a de Rio Claro”
Reconhecimento da comunidade pelo público externo: “Hoje somos chamados e reconhecidos. Passamos de invasores a comunidade de quilombolas”.
Hoje o grileiro não vai mais procurar a policia por qualquer roçado que fazemos
“As pessoas negras não tinham lugar. Agora perdemos o medo, ficamos com nosso valor assegurado. Mudamos a maneira de agir, agora é de igual para igual.”
“Koinonia deixou a gente sem vergonha de falar, de agir…”

“Deixar de ser convocado na delegacia, como era, toda hora, para ser convidado na Prefeitura ou na Câmara dos Vereadores para participar de eventos. É uma mudança grande, né?”

“O mais marcante foi o reconhecimento. A gente era quilombola e não sabia”.


Terreiros de Candomblé
“Koinonia trouxe para o povo de santo o princípio de como se organizar.”
“Com o estatuto (da associação), a gente consegue preservar nosso passado – a história das mães de santo que passaram. Acabou o “dono primário”, todos são donos. Temos a preservação da nossa história.”
“O laudo antropológico é nossa história registrada.”
“É a oportunidade de nós escrevermos nossa própria história.”

“Os encontros de Koinonia são o mais importante. Antes, para mim, era evangélico pra lá, candomblecista pra cá. Hoje vejo isso do ecumenismo, com pastor, padre: buscar equilíbrio entre as partes para evitar guerra santa.”

“Há um fortalecimento da coletividade. As pessoas descobrem que têm direitos e que podem lutar por eles – IPTU, rua asfaltada, respeito pela religião…”
“As pessoas tinham medo de participar de outras associações ou terreiros, com medo. Isso acabou.”
“Hoje temos conhecimento dos nossos direitos.”

“O principal, pra mim, é o conhecimento que Koinonia trouxe e traz. Muito. O crescimento intelectual que nos trouxe.“

“No início dos anos 80 nascia um segmento da igreja evangélica agressiva com o candomblé. Minha casa foi invadida, jogado sal com enxofre, meu cão foi queimado com ácido… Nas reuniões de Koinonia vi uma luz no fim do túnel, conhecendo o pastor Djalma, que ganhou nosso respeito. Vi que a possibilidade de se dar com o outro é real.”

“Para mim, a mudança principal foi a valorização do candomblé, dos nossos terreiros e do nosso trabalho.”

“Mudou o nosso sentimento de unidade.”


Jovens do Pólo Sindical:

“O trabalho com o coletivo tem contribuído para minha formação como pessoa. Os debates sobre conjuntura internacional me ajudaram no vestibular. Tenho hoje uma visão mais crítica.”

“A formação me ajudou a ampliar minha visão da região. Entendi que podia ser protagonista, mudar a realidade da região a partir do que cada um pode fazer.”

“Koinonia nos ajuda a pensar os desafios e a provocar os assuntos”

“Aprendemos que trabalho com a juventude não pode ser só político, tem que ser de lazer e cultural.”

“Contribuição de Koinonia: pensar o jovem como produtor e como ser: cultura, lazer, corpo, musicalidade, energia.”

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5.2. Parcerias

Sobre Aids e Igrejas:
Para o Centro de Referência e Tratamento HIV-Aids, de São Paulo, Koinonia “trouxe a voz das igrejas que não se escuta”.

“Koinonia dá suporte pedagógico para as igrejas, suprindo uma enorme falta real” (Keila, secretária de ação social da Igreja Metodista)

Coletivo de entidades no Sub Médio São Francisco:
“Com a chegada de Koinonia, conseguimos fazer efetivamente cursos com três módulos cada e não cursos dispersos, como era antes. “
“O mais interessante é que o processo não vem pronto, mas vamos construindo juntos, passo a passo; “o construir coletivamente é muito relevante neste trabalho”
“O coletivo de entidades provoca desejo de estarem mais nos trabalhos uns dos outros. É uma parceria bonita porque há “enamoramento” pelo trabalho uns dos outros.”

Observatório de Favelas (Jailson de Souza e Silva, coordenador)
“Temos uma mesma visão da pessoa humana, não como consumidor, mas como cidadão pleno, pessoa de direitos”.
Uma coisa que nos aproxima é a visão ética no trabalho de Koinonia; a valorização das dimensões ética e cultural. E o trabalho com o paradigma da presença e não da ausência (meninada de favela cresce na negação: levada a negar cor, origem, lugar, território…)
Não defendemos o “mínimo social”, mas uma vida plena, com qualidade

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5.3. Parceiros nacionais e internacionais dos programas EDF e RESC

O que distingue Koinonia (seu diferencial):

Pastor Ervino Schmid (Ex-Secretário Executivo do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs – Conic):
- Teologia ecumênica crítica
- vanguarda
- Caráter ecumênico
- vivência concreta de espiritualidade ecumênica
- postura sem preconceitos
- desafio
- não ser ligada às igrejas
- pessoas estarem ali “por gosto”
Pedro Cláudio Cunha Bocayuva, diretor da FASE:
- temas claros: juventude, luta contra intolerância religiosa, DH e dinâmica religiosa
- atuação em formação
- ecumenismo: ethos específico
Humberto Shikyia (Centro Regional Ecumênico de Assessoria e Serviço - Creas):
- papel profético/ “provocativo”
- ecumenismo (marco mais amplo), atitude profética e dimensão do teológico
- generosidade da instituição e das pessoas
- Práxis e produção de conhecimento: uma boa política institucional. Socializar textos, práticas e a produção de conhecimento é muito importante – e isso não é somente a alma, senão o “corpus” de Koinonia, o que marca seu envolvimento com a cooperação internacional.
Marta Palma (Conselho Mundial de Igrejas – CMI):
- prática concreta de apoio/compromisso
- combina o serviço (diaconia) com o papel profético e político
Rui Bernhardt (Secretário Executivo da Assembléia do CMI no Brasil; Membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil) :
- não ter relação formal com as igrejas
- pessoas com compromisso com DH e ecumenismo; são as pessoas que dão esse caráter à instituição

Participação nos espaços ecumênicos:

Marta Palma (Conselho Mundial de Igrejas)
- Koinonia trabalha com temas do maior interesse para a agenda ecumênica, como: justiça, direitos, DHESC-A, promoção do ecumenismo, saúde.
- Nos eixos transversais – gênero, ecumenismo, superação da violência – o envolvimento de Koinonia em várias ações no Brasil são importantes no cenário da Década Contra a Violência.
- A partir de uma prática concreta que permeia uma visão mais política do compromisso ecumênico, Koinonia tem e pode ter um papel ainda mais importante. Pode contribuir para o diálogo e a formação ecumênica, experiência de fé comprometida; para a pluralidade cultural e religiosa, com as ações que já vem desenvolvendo contra a intolerância, respeito à diversidade, criação de valores democráticos.
- Crucial o papel de Koinonia na preparação da plenária [sobre a América Latina] e na criação de um ambiente que favorecia o diálogo na Assembléia do CMI [9ª Assembléia, realizada em Porto Alegre, em fevereiro de 2006].
Humberto Shikyia (CREAS)
- Salto importante na visibilidade e na promoção de um ecumenismo latino-americano a partir de uma perspectiva teológica de diálogo inter-religioso e social.
- Koinonia reforça a idéia de ecumenismo vinculado ao campo dos Direitos Humanos, à construção de novos símbolos na América Latina – paz, diálogo inter-religioso; e também anima a capacidade de tolerância e respeito e de uma pedagogia de diálogo.
- Koinonia já vem trabalhando em um tema importante que é Aids. Outro é a compreensão do diálogo inter-religioso e a perspectiva desse diálogo, e de compreender o ecumenismo além das igrejas.
Julia Ester (Processo de Articulação e Diálogo entre as Agências Ecumênicas Européias e Parceiros Brasileiros – PAD)
- participação de Koinonia tem sido uma “força central” – uma das organizações que tem pautado de forma mais veemente o caráter ecumênico do PAD e tem nos ajudado a promover o debate com as agências;
- foi um trabalho pedagógico e de articulação política no sentido de fazer presente essa temática em tudo que o PAD promovia – “o que fortaleceu muito foi nossa presença no 5o. Fórum Social Mundial, quando se criou a coalizão ecumênica, esforço conjunto Fórum Ecumênico Brasil - FE-Brasil e PAD”.
- a produção de conhecimento e participação no GT colocou mais presente, mais visível, mais claro para as agências a importância do papel de Koinonia.
- Koinonia soube ocupar seu lugar de maneira muito sábia – percebeu que este lugar estava vago e era necessário ocupá-lo; e o fez muito bem.
- Conseguiu fazer trabalho articulado com o GT DHESC.
- A partir do momento que Koinonia teve mais participação no PAD, contribuiu para a formação e capacitação o para o debate sobre DHESC e ecumenismo. Ajudou muito na articulação, contribuindo para a elaboração dos temas e a capacitação para o debate. Nos textos sobre DH e Ecumenismo, praticamente todo o primeiro esforço partiu de Koinonia.
Pastor Erwino Schmidt (Ex- Secretário Executivo do CONIC)
“CONIC e Koinonia se completam; Koinonia pratica mais uma “teologia da proscrição” (que vai além, que desafia); Koinonia sempre foi um desafio.”
“CONIC mais na linha do ecumenismo oficial e Koinonia mais na linha de nos ajudar a caminhar com o povo.”

Jornadas Ecumênicas:
Pastor Erwino Schimidt:
“Tentativa de fazer a base das igrejas descobrir o que é espiritualidade ecumênica. A partir da segunda, foram feitas em conjunto com FE Brasil, mas a iniciativa foi de Koinonia”
Humberto Shikyia:
“Jornada Ecumênica é ação emblemática da proposta ecumênica de Koinonia.”
Rui Bernhardt:
“Não se pode imaginar as Jornadas Ecumênicas sem Koinonia”; “Foram os incentivadores da primeira”.
Dr. Ideraldo Luiz Beltrame(sociólogo, participante da 3ª Jornada Ecumênica):
“Participar da Jornada marcou um momento de virada na minha vida”.

Tatiane (jovem do Pólo Sindical):
“Dancei com o candomblé e com todos juntos (crentes, católicos, candomblé e agnósticos). Nunca me senti tão bem. Fiz amizades... Eu tinha outra visão sobre o candomblé. A gente precisa sair mais do nosso canto para conhecer os outros e dar espaço, as diferenças são positivas.”


Diálogo inter-religioso:
Humberto Shikyia:
- Desafio para Koinonia na América Latina: a questão do diálogo inter-religioso com as religiões de matriz africana – para o futuro, isso vai ter importância na questão cultural e se esperaria de Koinonia contribuir com outros países a partir de sua experiência
Julia Ester:
- No PAD, esse trabalho contra a intolerância religiosa na Bahia tem sido muito importante porque ajuda a fazer debate sobre o ecumenismo
Marta Palma:
- Koinonia contribui e pode contribuir ainda mais para a pluralidade cultural e religiosa, com as ações que já vem desenvolvendo contra a intolerância, respeito à diversidade, criação de valores democráticos.
Rui Bernhardt:
“Koinonia trabalha o ecumenismo para além das igrejas cristãs, com o diálogo inter-religioso, com propostas de grande comprometimento e projetos que demonstram que há condições para superar a discriminação. Dialogo inter-religioso não é uma área fácil. Koinonia pode contribuir muito para as igrejas e outras organizações ecumênicas que têm respaldo nas igrejas cristãs. É importante que as igrejas sejam desafiadas, como Koinonia faz. Precisamos de Koinonia junto com as igrejas nessa caminhada.”

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