n
Apresentação Introdução Cronologia Notícias Memorial Marambaia Relatórios KOINONIA Textos Mapas Arte Quilombola
 

Notícias >
Contexto Ambiental da Baía de Sepetiba


Dados Gerais
A poluição na Baía de Sepetiba

FONTE: http://www.geocities.com/wwweibull.
DATA: 2001

A Baia de Sepetiba, com área de aproximadamente 305 km2, encontra-se limitada à nordeste pela Serra do Mar, ao norte pela Serra de Madureira, a sudeste pelo Maciço da Pedra Branca e ao sul pela Restinga da Marambaia. E um corpo de águas salinas e salobras, comunicando-se com o oceano Atlântico por meio de duas passagens, na parte oeste, entre os cordões de ilhas que limitam com a ponta da Restinga e, na porção leste, pelo canal que deságua na Barra de Guaratiba, o que lhe confere uma configuração quase elíptica. O perímetro da baia é de aproximadamente 130 km.

A Baia, juntamente com suas áreas de mangue e zonas estuarinas constitui criadouro natural para as diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes existentes neste ambiente, sendo a atividade pesqueira importante suporte econômico e social para a região, que possui, ainda, indiscutível vocação natural de centro turístico.

A bacia hidrográfica contribuinte à Baia de Sepetiba tem duas origens: a vertente da serra do Mar e uma extensa área de baixada, recortada por inúmeros rios, composta de 22 sub-bacias. Recentemente, a estas, soma-se a transposição de parte das águas do rio Paraíba do Sul, desviadas na barragem de Santa Cecília para o o Ribeirão das Lajes, um dos formadores do rio Guandu e do canal de São Francisco.

O Porto de Sepetiba, em fase de ampliação, se prepara para receber navios de cabotagem de até 150.000 toneladas. Entre as obras de ampliação, estão vultosas obras de dragagem para o aprofundamento do canal de entrada na baía, que revolvem sedimentos e também os resíduos de metais já acumulados no fundo da baía ao longo de décadas de poluição sistemática.

A grande parte dos municípios, compreendidos na bacia da Baía de Sepetiba, não conta com serviços de coleta de resíduos sólidos. Atualmente, a bacia da Baia de Sepetiba possui uma população estimada de 1.295.000 habitantes, os quais geram uma produção de esgotos sanitários da ordem de 286.900 m3/dia. Observam-se os baixos índices de atendimento de coleta de lixo urbano e mais precária ainda, é a situação de disposição final desses resíduos, sendo comum o lançamento em lixões, que em grande parte estão localizados às margens dos rios e em encostas e próximos a aglomerações urbanas, resultando em uma grave degradação ambiental. O aumento desordenado da população, sem a correspondente ampliação da infra-estrutura de saneamento adequada, o grande volume de resíduos industriais e o uso, ainda que moderado, de agrotóxicos nas atividades agrícolas, representam fontes poluidoras para as águas da bacia. Pode-se considerar uma concentração populacional, localizada principalmente na área urbana, de cerca de 1,7 milhões de habitantes. Estes fatores resultam em sério comprometimento do solo e, maior ainda, dos corpos d'água.

A qualidade das águas da Baía de Sepetiba segue lentamente um caminho semelhante ao percorrido pela Baía de Guanabara.

Por comparação com os outros setores, o setor metalúrgico é o de maior relevância, tanto em função de quantidade produzida, quanto de importância na poluição das águas e sedimentos da Baía de Sepetiba, com o lançamento de efluentes líquidos e resíduos tóxicos sem o devido tratamento, constituídos de altas concentrações de metais pesados, principalmente o zinco e o cádmio. O cádmio, mesmo em concentrações baixas, além de ser altamente tóxico para determinadas espécies aquáticas, tem efeitos sobre o organismo humano, podendo se acumular lentamente em vários tecidos do corpo como os ossos, fígado, rins, pâncreas e tireóide. O zinco, também cumulativo, causa sérios problemas na fisiologia, principalmente dos peixes, tornando-os impróprios para o consumo. O homem ao se alimentar sistematicamente desses peixes contaminados, pode adquirir problemas de pele e mucosas.

Apesar da degradação lenta da qualidade das águas e dos sedimentos da Baía de Sepetiba durante os últimos 30 anos, seu corpo d'água ainda se constitui em um criadouro natural de várias espécies de relevante interesse comercial, a citar, o camarão e peixes como a tainha, parati, pescada, pescadinha, corvina, etc.

Os principais cursos d'água que recebem efluentes industriais são, rio Poços-Queimados, que drena áreas industriais do município de Queimados; Prata do Mendanha e Campinho, afluentes do Guandu-Mirim, que drenam as áreas industriais de Campo Grande, sendo que o primeiro também recebe as águas de lavagem da Estação de Tratamento de Águas Guandu; o Canal do Itá, que drena as áreas industriais da porção leste da R.A. de Santa Cruz e o Canal Santo Agostinho, que drena o Distrito Industrial de Santa Cruz.


Obras paradas no Porto de Sepetiba

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 17/06/2000

As obras no Porto Sepetiba deverão ficar paradas até o próximo mês. Um dos motivos da paralisação é uma denúncia da contaminação por metais pesados da Praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande, fato confirmado pelo presidente da Feema.


Secretaria e Feema são denunciadas

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 10/06/2000

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro e a Feema serão denunciadas por infringir a Lei de Crimes Ambientais. O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Vereadores, Chico Aguiar (PSC), envia na próxima terça um dossiê aos Ministérios Públicos Estadual e Federal contra os responsáveis pelos órgãos. Eles são acusados pela autorização de despejo de material contaminado da dragagem do porto de Sepetiba, na Baía de Sepetiba.


Baía de Sepetiba está morrendo

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 06/06/2000

A Baía de Sepetiba estás sendo contaminada há anos por pó de ferro e outros metais pesados. O fato ficou evidente após duas crianças que brincavam na Praia Dona Luzia ter conseguido apanhar a areia preta que se espalha pela orla com um imã. Uma análise feita pela Uerj constatou também a presença de cádmio, zinco, cromo e mercúrio, que estão contaminando peixes e crustáceos.


Apuração de crime

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 07/06/2000


A Delegacia Móvel de Meio Ambiente vai instaurar inquérito para apurar o crime ambiental na Baía de Sepetiba. Para a delegada Adriana Belém Pires, entretanto, o crime já está constatado pela presença de pó de ferro e outros metais na água. Nos próximos dias, ela deve ouvir o coordenador do Grupo SOS Baía de Sepetiba e moradores do local para apurar mais evidências. (Jornal do Brasil, Cidade, 09/06/00, pág. 23, [4X17,5])

Luta para embargar obra

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, Chico Aguiar (PSC), vai pedir o embargo das obras de drenagem do Porto de Sepetiba. As sucessivas dragagens do canal de acesso ao porto contaminaram toda a baía com pó de ferro e outros metais. Aguiar enviará na sexta-feira um dossiê sobre a poluição da Baía de Sepetiba para o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, para o governador Antony Garotinho e para o Ministério Público.


Porto: Ibama e Feema não se entendem

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 01/07/2000

O Ibama contestou ontem a autorização da Fundação Estadual de Engenharia(Feema), que permite o bota-fora de resíduos tóxicos resultantes da dragagem do Porto de Sepitiba dentro da Baía de Sepetiba.


S.O.S. SEPETIBA

FONTE: CARLOS MINC, Jornal O Dia]
DATA: 14/09/2000

A baía de Sepetiba está doente: recebe toneladas de esgoto sem tratamento, poluição química, lixo, sofre com a pesca predatória, a urbanização desordenada e o corte de manguezais. Este litoral maravilhoso, onde a Mata Atlântica chega até as ilhas como Itacuruçá e Jaguanum, é agredido e desfigurado sem que haja um plano de despoluição como o da baía de Guanabara. Os metais pesados, como o cádmio e o zinco da Ingá Mercantil, o cromo das indústrias de tintas e da Casa da Moeda, o chumbo da Cosigua acabaram com as algas e danificaram as cadeias alimentares. Barcos de arrasto, sem fiscalização e o desmatamento de manguezais diminuíram a pesca em 50% nos últimos 20 anos. Pedra e Barra de Guaratiba, as praias da Zona Oeste, estão ficando poluídas, com casas construídas no costão e areias contaminadas.

O governo federal priorizou o porto de Sepetiba, o que ajudará o desenvolvimento da região, mas se esqueceu de dar uma contrapartida às prefeituras, pescadores e ao meio ambiente. As obras de dragagem revolveram metais depositados no fundo, e grande parte do bota-fora é despejado na baía. O lodo é tanto que pescadores e barcos de turismo não saem na maré vazante. A companhia Docas ainda não pagou aos municípios o mínimo de 1% do valor da obra, determinado por lei, a ser usado em saneamento, lixo e saúde. Ambientalistas, vereadores e pescadores exigem o Programa de Despoluição da Baía de Sepetiba (PDBS) com verbas federais e de órgãos internacionais, sem os erros que verificamos no PDBG, da baía de Guanabara, onde mais de 50 milhões de reais foram ralo abaixo, sem controle da sociedade. Há estudos feitos, mas não há um projeto executivo pronto, que permita arrecadar estes recursos.Com pressão popular, o PDBS pode sair em janeiro de 2001. A baía de Sepetiba, protegida pela restinga da Marambaia, mas abandonada pelas autoridades, agradecerá o esforço.


Estrago ambiental em Sepetiba

FONTE: O Globo
DATA: 14/11/2000

Os técnicos da Procuradoria do Meio Ambiente e do Ministério Público chegaram a conclusão que a construção do habitacional Nova Sepetiba I, onde a Companhia Estadual de Habitação (Cehab) quer erguer 4.447 casas, está ocasionando danos ao meio ambiente. Uma parte do terreno foi desmatada sem autorização, um córrego foi praticamente aterrado e não existe a drenagem de águas pluviais nas ruas já construídas do conjunto. Axel Grael, presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente, determinou na semana passada a interrupção das obras na parte do terreno que estava sendo aterrada.


Programa de despoluição

FONTE: O Globo
DATA: 28/12/2000


Sete bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro e parte do município de Itaguaí serão beneficiados pelo Programa de Despoluição da Baía de Sepetiba, com investimentos de R$ 141,3 milhões em obras de saneamento. (O Globo, Rio, 19/01/01, pág.16, [2X10,5])

Análise revela que espécies da Baía de Sepetiba estão contaminadas

Uma pesquisa da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa constatou que crustáceos e moluscos na Baía de Sepetiba (RJ) estão contaminadas por metais pesados.


Usina: carvão gera debate

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 24/03/2001

A colunista Kristina Michahelles comenta sobre a autorização para a instalação da maior termelétrica a carvão da América Latina Baía de Sepetiba. Ela considera que a medida deva ser cuidadosamente analisada sob o ponto de vista ambiental, já que o carvão é um dos combustíveis mais sujos em termos de emissão de gases do efeito estufa, e deveria ser evitado em prol de alternativa mais limpas.


Ostras revelam poluição

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 01/04/2001

Pesquisadores do Instituto de Biofísica da UFRJ descobriram que o molusco , além de vítima da agressão ao meio ambiente, pode ajudar a monitorá-lo. E de uma forma mais rápida que a usual. Poucas horas após um vazamento, por exemplo, o sinal de perigo é acionado.


Lixo e esgoto sufocam baía

FONTE: O Globo
DATA: 14/04/2001

A cada ano, as águas da Baía de Sepetiba recebem 1,2 milhão de metros cúbicos de sedimentos. O lixo, o esgoto e a poluição industrial vêm provocando o assoreamento das praias da região. Os rios que deságuam na baía atravessam 12 municípios.


Indústria poluidora ignora decisão judicial

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 14/07/2001


A Companhia Mercantil e Industrial Ingá foi condenada, em novembro de 2000, por contaminação da água com metais pesados na Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro. A empresa deveria construir um aterro industrial e remover, em 60 dias, os 3 milhões de toneladas de resíduos químicos deixado na Ilha da Madeira, em Itaguaí, o que ainda não ocorreu.


Porto e condomínio

FONTE: O Globo e Jornal do Brasil
DATA: 07/03/2002

Obra é embargada

O governo do Rio de Janeiro terá de suspender as obras do conjunto habitacional Nova Sepetiba II, na capital carioca. A juíza da 7ª Vara da Fazenda Pública, Maria Cristina Barros Slaibi, concedeu liminar atendendo a um pedido do Ministério Público estadual, que alegou que a construção das casas traz danos ambientais à região.


Ameaça Sepetiba

FONTE: O Globo e Jornal do Brasil
DATA: 10/04/2002

As chuvas fortes dos últimos dias fizeram com que o dique da Companhia Mercantil Industrial Ingá, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, abandonado há cinco anos, transborda-se lixo químico (metais como cádmio e zinco) em direção à baía de Sepetiba. Uma vistoria, realizada por técnicos do Ibama, representantes do Ministério Público Estadual e dirigentes da Assembléia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente (Apedema), revelou que o lençol freático e poços artesianos da região já estão contaminados. O dique ameaça se romper, repetindo o desastre ecológico de 1996, quando 50 milhões de litros de água e lama com metais pesados vazaram para a baía.


Novo crime da Ingá

FONTE: Marcello Gazzaneo - Jornal do Brasil

Principal acusada pelo desastre ambiental que atinge seu terreno, em Itaguaí, às margens da Baía de Sepetiba, a Companhia Mercantil Industrial Ingá pode ser responsabilizada por mais um crime contra o meio ambiente. O Ministério Público Federal e a Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) investigam a remoção ilegal de rejeitos de metais pesados do terreno da empresa para uma área próxima. A Justiça Federal já pediu auxílio à Polícia Federal para impedir que novas remoções sejam feitas. Por isso, agentes da PF vão vigiar a sede da Ingá a partir de hoje. (...) Há uma semana, denúncias chegaram ao MP federal informando que caminhões estariam saindo da empresa durante a noite e a madrugada, em direção ao terreno onde foi encontrado um novo amontoado de resíduos tóxicos. Na sede da Ingá, 3 milhões de toneladas de metais pesados ameaçam vazar de um dique para a Baía de Sepetiba. O laudo da Feema deve sair em seis dias. (...) A juíza da 7ª Vara Federal Cível, Salete Maccalóz (...) que considera a situação na região uma catástrofe ambiental, voltou a mostrar preocupação com o nível de contaminação dos rejeitos. Ela lembrou que operários da Prefeitura de Itaguaí apresentaram feridas no corpo e sangramento na boca três dias após iniciarem obras no contorno do terreno.


Sepetiba contaminada

FONTE: Folha de São Paulo
DATA: 09/04/2003


A barragem da Companhia Mercantil e Industrial Ingá, em Itaguaí (RJ), que armazena cerca de 50 milhões de litros de água contaminada por metais pesados, se rompeu em dezenas de pontos. Água e lama tóxicas estão escorrendo diretamente para os manguezais da baía de Sepetiba. Pelo menos 6.000 metros quadrados do mangue já foram atingidos. O vazamento devastou cerca de 300 metros quadrados do manguezal. O desastre ecológico tantas vezes anunciado por ambientalistas já começou. Não há mais caranguejos, peixes nem aves, nos trechos do manguezal em torno do lago. O problema tem se agravado com as chuvas recentes. Em fevereiro, o diretor da Divisão de Meio Ambiente da Prefeitura de Itaguaí, Vinícius Leandro, vistoriou o reservatório e constatou que o dique está perto de uma ruptura total. "A situação piorou bastante. A água está vazando para os manguezais. (...) O dique pode se romper na próxima chuva", afirmou ele. A massa falida que representa a Companhia informou à justiça que não tem dinheiro para recuperar a área. Em 1999 a empresa foi condenada pela 1º Vara Cível de Itaguaí a instalar aterro industrial em área da indústria e remover os resíduos. Nada foi feito.


Denúncia ao Ministério do Meio Ambiente

FONTE: E-mail de Nélio Cunha Mello (Rede Justiça Ambiental)

From: justicaambiental em comunicante.rits.org.br
Reply-To: brsust em fase.org.br, justicaambiental em comunicante.rits.org.br
To: Rede Justiça Ambiental<justicaambiental em listas.rits.org.br>
Subject: [Justicaambiental] IMPORTANTE Campanha Cataguases de norte a sul...
Date: Thu, 10 Apr 2003 15:59:09 -0300

Prezados amigos da Rede Justiça Ambiental,
Vimos pedir-lhes que nos ajudem a encaminhar um abaixo assinado (ou outras idéias que vocês tenham) à Ministra do Meio Ambiente, Senadora Marina Silva, para tomar-se as devidas providências para a questão informada abaixo.

Como é a nossa área de atuação, aqui no Rio de Janeiro, sabemos que a situação ainda é bem pior do que a informada. Estamos envolvidos com graves "problemas sociais", pois os pescadores das colônias Z-14 (Pedra de Guaratiba), Z-15 (Sepetiba) e Z-16 (Itacuruçá) que pertencem à baía de Sepetiba, ficaram seu o seu sustento principal (a pesca). Por isso temos desenvolvido vários projetos sociais e de Educação Ambiental junto à essas comunidades.

Várias famílias que vivem ao redor da baía de Sepetiba estão contaminadas com metais pesados e os governantes, apesar de nossos apelos, durantes várias décadas, pouco ou nada têm feito para acabar de vez com essa situação.

Por favor, voltamos a pedir a todos, que nos ajudem.

Nélio Cunha Mello
Presidente da ECOSC - Equipe de Conservacionistas Santa Cruz - Entidade
fundada em 20/08/1977
nmello em unikey.com.br
<mailto:nmello em unikey.com.br>


Barragem rompe e polui mangue em Itaguaí (RJ)

FONTE: Sérgio Torres, Folha de São Paulo
DATA: 09/04/2003

A barragem da Companhia Mercantil e Industrial Ingá (Itaguaí, cidade a 70 km do Rio), que armazena cerca de 50 milhões de litros de água contaminada por metais pesados, se rompeu em dezenas de pontos. Água e lama tóxicas estão escorrendo diretamente para os manguezais da baía de Sepetiba.

Pelo menos 6.000 metros quadrados do mangue já foram atingidos. O vazamento devastou cerca de 300 metros quadrados do manguezal. No trecho mais afetado pelos vazamentos, a lama soterrou a vegetação. Só restaram tocos de madeira.

O desastre ecológico tantas vezes anunciado por ambientalistas já começou.

Não há mais caranguejos nos trechos do manguezal em torno do lago. Também não há peixes. As aves não voam na região, conforme a Folha constatou ontem no local. Não há garças ou outras espécies de pássaros aquáticos, habitantes costumeiros de lagos como o da Ingá, empresa que faliu há oito anos e está abandonada.

Sem insetos

O mais incrível é que nem insetos são notados. Aquele trecho do litoral do Estado do Rio, conhecido como Costa Verde -vai de Itaguaí a Parati, na divisa com São Paulo-, é famoso pelos mosquitos, que incomodam moradores e visitantes. Não há mosquitos em volta do lago.

A água está escorrendo para os manguezais por fissuras no dique de argila que circunda o lago. Ao longo de 300 m, há pelo menos 50 sulcos de água escapando diretamente para o mangue a partir de reentrâncias na estrutura do dique. Formam riachos que serpenteiam pelo terreno até alcançar a vegetação. Há trechos do mangue já completamente soterrados.

O problema tem se agravado com as chuvas recentes. Em fevereiro, o diretor da Divisão de Meio Ambiente da Prefeitura de Itaguaí, Vinícius Leandro, vistoriou o reservatório. Ontem de manhã, ele voltou ao local.

Leandro constatou que o dique está perto de uma ruptura total. `A situação piorou bastante. A água está vazando para os manguezais. O reservatório está quase transbordando. O dique pode se romper na próxima chuva`, previu ele. Os temporais têm sido diários na região.

O lago se formou ao longo dos últimos 40 anos. A indústria Ingá, que entrou em operação na década de 50, depositava os resíduos da produção de lingotes de zinco em um terreno junto aos manguezais da baía de Sepetiba.

Os resíduos tóxicos formam hoje uma montanha de 15 metros de altura por 100 metros de largura. Com as chuvas, o material escorre para dentro do lago, aumentando ainda mais o seu volume.

Hoje, o lago, cuja profundidade máxima é estimada em dez metros, está a centímetros da borda do dique.

Na edição do último domingo, a Folha mostrou os riscos que a barragem da Ingá representa para o ecossistema da baía de Sepetiba, um dos mais belos trechos litorâneos do Estado do Rio.

Em 1996, o dique já se rompera durante uma tempestade, contaminando a baía. A pesca na região foi bastante afetada. Houve mortandade de peixes.

Análises químicas mostraram que moluscos e ostras espécies foram contaminados. O consumo de peixes que ingeriram os metais pesados depositados no mangue e na baía pode causar doenças que afetam os sistemas nervoso e motor e levam à morte se não houver tratamento adequado.
Presença de metais

O diretor do Laboratório de Radioisótopos do Instituto de Biofísica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Olaf Malm, vistoriou o dique no ano passado, acompanhado de representantes do Ministério Público do Estado, do governo do Rio de Janeiro e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Malm recolheu cristais ao longo do entorno do lago. A análise das amostras revelou a presença de cádmio, chumbo e cobre.

`A água escorre, o rejeito seca e forma cristais. É uma mostra de que o dique está enfraquecido. É um caso bastante grave. O cádmio, por exemplo, é um metal muito tóxico`, disse ele.


Perigo de desastre

FONTE: Portal do Cidadão (RJ) e RJTV (Rede Globo)
DATA: 11/04/2003

Rio - O presidente da Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas), Ícaro Moreno Júnior, constatou nesta sexta-feira (11/04), às 13h, durante vistoria na Companhia Ingá, na Ilha da Madeira, em Itaguaí, o início das intervenções necessárias para eliminar a ameaça de transbordamento de material altamente tóxico armazenado num reservatório da empresa. Acompanhado dos engenheiros da Serla, Cláudio Neves, diretor de Obras, e Carlos Cruz, chefe da Divisão de Solos e Estrutura, além do assessor jurídico João Luís Netto Jr., Ícaro Moreno esteve lá para verificar se a empresa estava cumprindo ou não a notificação emitida ontem que dava à direção da Ingá o prazo de 24 horas para início das obras de contenção do reservatório.

A empresa iniciou o bombeamento, em caráter emergencial, de oito milhões de litros do volume total de 280 milhões de litros do primeiro tanque para outros reservatórios. Essa primeira fase - que deve durar no máximo três dias - é para colocar os níveis do primeiro reservatório em condições de não mais haver ameaça de transbordamento. Depois, haverá outro bombeamento para um terceiro reservatório, de tratamento, quando o material já tratado será lançado na rede de drenagem.

Segundo Ícaro Moreno, paralelamente a esse processo, é iniciado o trabalho de topografia, para se avaliar as condições das margens do reservatório, para que ele tenha as paredes de contenção elevadas. Ao mesmo tempo, são restaurados também todos os pequenos pontos de percolação (infiltração).

O prazo total para a obra, que prevê a captação, com tratamento, de todas as águas tóxicas do reservatório e a recuperação das partes danificadas do talude, é de, no máximo, um mês. As obras serão realizadas sob a responsabilidade da massa falida da Ingá, em conjunto com a CPL Brasil Ltda. Esta última empresa propôs a compra da massa falida da Ingá. Em uma reunião, pela manhã, com a participação de engenheiros e advogados da Serla e da Feema, a transação foi acertada, cuja finalização está condicionada à conclusão das obras.

Neste sábado (12/04), às 16h, Ícaro Moreno voltará a vistoriar o andamento da obra e indicará um técnico para acompanhar diariamente o cumprimento da notificação pela Companhia Ingá.


Degradação ameaça áreas do Estado do Rio

FONTE: Jornal do Brasil
DATA: 24/04/2003

Lançamentos de esgoto e resíduos tóxicos, ocupação desordenada e desmatamentos. O cenário de rios, lagoas, baías e praias, em quase todo o trecho entre o Rio e Parati, no litoral sul do Estado, lembra o caos. Pior. É o verdadeiro caos na visão de ambientalistas. Em dois sobrevôos realizados nas duas últimas semanas sobre a região, o biólogo Mário Moscatelli observou quatro pontos críticos: a Baixada de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, as baías de Sepetiba e da Ilha Grande e a Bacia do Rio Guandu. Como conseqüência, a destruição da fauna e da flora, tragédias provocadas por deslizamento de terra devido ao desmatamento e uma qualidade de vida cada vez mais baixa. Para tentar reverter a situação, Moscatelli chegou a propor ao Ministério Público (MP) federal e ao Tribunal de Justiça (TJ) uma ação conjunta com o objetivo de pressionar o governo Estadual. Os dois sobrevôos foram acompanhados por um representante do MP e do presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), Luís Felipe Salomão.


Biólogos avaliam o grau de destruição de 17 restingas, onde ainda vivem espécies exclusivas

FONTE: Francisco Bicudo, Fapesp.
DATA: 03/08/2003

A expedição terminou com um sabor de melancolia. Durante cinco meses, 20 biólogos percorreram 1.600 quilômetros do litoral brasileiro, do sul do Rio de Janeiro ao sul da Bahia. Quase palmo a palmo, examinaram plantas e animais que vivem em meio à restinga, uma vegetação baixa e úmida que cresce sobre a areia, entre o mar e a montanha. Encontraram 12 espécies de animais que habitam exclusivamente esse ambiente, como a perereca Xenohyla truncata , de 3 centímetros de comprimento, que se esconde no interior das bromélias. Mas, à medida que prosseguiam, enfrentando os brejos e a chuva contínua, os pesquisadores sentiam que a satisfação pelas descobertas se transformava em desalento, ao constatarem o desaparecimento gradual desse ambiente.

Condomínios de luxo e favelas avançam sobre as restingas, também usadas como depósito ilegal de lixo e fonte clandestina de areia para a construção civil. Onde ainda é paradisíaca, a restinga sofre com o turismo desordenado e abertura de estacionamentos e trilhas. Coordenada por quatro professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) - Monique Van Sluys, Carlos Frederico Duarte da Rocha, Helena de Godoy Bergallo e Maria Alice Alves -, a equipe que cuidou desse levantamento avaliou cada uma das atividades humanas que ameaçam as dez restingas inicialmente analisadas - cinco delas no chamado corredor de biodiversidade da Serra do Mar (as de Grumari, Maricá, Massambaba, Jurubatiba e Grussaí), quatro no corredor central da Mata Atlântica (Setiba, Guriri, Prado e Trancoso) e uma no extremo sul do Espírito Santo (Praia das Neves). Cada ação humana - da construção de estradas à abertura de trilhas de acesso às praias - recebeu uma nota, de zero a dois, de acordo com o impacto sobre o ambiente. A soma dos pontos resultou num primeiro diagnóstico preciso das condições de conservação das restingas dessa faixa do litoral brasileiro.

"A restinga com pior nível de conservação é a do Prado, na Bahia, com 20 pontos", revela Rocha. Em situação igualmente crítica encontram-se duas restingas do Rio, as de Grumari e Grussaí, ambas com 15 pontos, seguidas de perto pelas de Setiba, no Espírito Santo, e Massambaba, também no Rio, com 12 pontos cada uma. "Agora enxergamos de modo mais concreto a dimensão dos estragos", diz Luiz Paulo de Souza Pinto, diretor do Centro de Conservação da Biodiversidade da Conservation International do Brasil, um dos parceiros da UERJ no projeto.

Embora a área de restinga tenha encolhido 500 hectares entre 1995 e 2000 apenas nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, de acordo com um estudo da organização não-governamental SOS Mata Atlântica, ainda há trechos em bom estado de conservação. Hoje, o levantamento abarca 17 restingas, das quais sete bem preservadas, três em estágio intermediário e sete bastante degradadas. "Em Trancoso, na Bahia, restou apenas o trecho junto à Barra do Rio doFrade", comenta Rocha. "O resto já foi destruído." Apenas por se encontrarem relativamente isoladas das cidades e dos turistas é que algumas áreas ainda escapam do que parece ser o destino desse conjunto de matas à beira-mar, chamado de porta de entrada da Mata Atlântica.

Esse é justamente um dos problemas. Souza Pinto lembra que as restingas praticamente desaparecem diante da Mata Atlântica, uma vegetação mais exuberante à qual estão associadas - e igualmente devastada desde que os colonizadores europeus aportaram suas caravelas. Ainda hoje as restingas são muito pouco estudadas, embora se espraiem por uma faixa de cerca de 5 mil quilômetros ao longo da costa brasileira, o trecho mais ocupado do território, com cerca de 87 habitantes por quilômetro quadrado - cinco vezes a média nacional.

Formada pelo acúmulo de areia e outros sedimentos nas regiões planas de onde o mar recuou nos últimos 5 mil anos, a restinga exibe feições diferentes. Sobre solo arenoso, pobre em nutrientes e com salinidade elevada, cresce apenas uma vegetação rasteira, constituída basicamente por gramíneas - esse é o trecho mais exposto à ação humana e a de mais difícil recomposição, justamente por causa do solo. À medida que se afasta das praias, surgem arbustos e moitas com 2 a 5 metros de altura, com trepadeiras, bromélias e cactos.

Só mais adiante, de 1 a 2 quilômetros do mar, é que aparecem árvores de médio e grande porte, que podem atingir até 20 metros de altura, como a figueira-vermelha, o ipê-amarelo, a quaresmeira ou o manacá-da-serra e o guapuruvu. "Essa mudança na estrutura da restinga já era conhecida", diz Monique. "Os estudos sobre a fauna de vertebrados nas restingas é que ficavam em segundo plano." Essa lacuna foi em parte esclarecida com esse levantamento. Ao longo da expedição, realizada entre novembro de 1999 e março de 2000, a equipe carioca catalogou 147 espécies de animais que vivem nas restingas. Predominam as aves (96 espécies), seguidas pelos anfíbios (28 espécies), pequenos mamíferos (12) e os répteis (11).

Animais exclusivos

O inventário da diversidade biológica revelou 12 espécies exclusivas dessa região - por essa razão chamados endêmicos -, descritos pela equipe da UERJ no livro A Biodiversidade nos Grandes Remanescentes Florestais do Estado do Rio de Janeiro e nas Restingas da Mata Atlântica , lançado em junho pela editora RiMa. É o caso da Xenohyla truncata , uma perereca de até 3 centímetros de comprimento e pouco mais de 4 gramas, que apresenta um comportamento incomum entre os anfíbios: alimenta-se de pequenos frutos, além de insetos, como é habitual entre esses animais, e assim atua na propagação das plantas, ao espalhar as sementes na restinga de Maricá, onde foi encontrada.

Já nas restingas da costa do Rio de Janeiro, desde Marambaia até Cabo Frio, vive um lagarto com pequenas tarjas marrons e laranja nas costas - é o Liolaemus lutzae , também chamado de lagartixa-da-areia. Abundante até a década de 70, essa espécie corre hoje risco de extinção, à medida que seu hábitat se esvai com a ocupação humana. Em algumas áreas, como Prainha, no município do Rio, Barra Nova, em Saquarema, e Praia dos Anjos, em Arraial do Cabo, norte do Estado, já não se vê mais o pequeno réptil. Com até 7 centímetros sem a cauda, é uma das presas preferidas de corujas e gaviões, mas às vezes consegue escapar com um artifício peculiar: quando perseguido, o lagarto solta a cauda - o movimento que faz sobre a areia depois de desligar-se do corpo atrai a atenção dos predadores, que desse modo nem sempre percebem o animal fugindo.

Entre as aves, a única espécie endêmica de restinga é o formigueiro-do-litoral ( Formicivora littoralis ), registrada apenas em uma das áreas estudadas no Estado do Rio - e ameaçada de extinção devido à degradação acelerada de seu hábitat. Outra espécie que vive nas restingas, cuja sobrevivência também está em jogo, é o sabiá-da-praia ( Mimus gilvus ). Em latim, mimus quer dizer imitador - a capacidade de reproduzir cantos de outros pássaros é uma das características marcantes dessa ave, que atinge quase 25 centímetros. Com cauda longa e plumagem cinza-claro nas costas e branca nas sobrancelhas, lembra as espécies da família dos sabiás, como o sabiá-laranjeira.

Endemismo concentrado

Nas restingas, as espécies endêmicas se concentram em duas regiões - evidentemente, as que se encontram em melhor estado de conservação, ainda pouco visitadas pelos turistas e construtores de condomínios. A primeira consiste de trechos isolados ao longo de 500 quilômetros, desde Linhares e Guriri, no norte do Espírito Santo, até Prado e Trancoso, no sul da Bahia. É ali que se encontra, por exemplo, o Cnemidophorus nativo , um lagarto com duas listras laterais brancas e uma dorsal de cor salmão sobre o corpo verde-oliva. Descrita num artigo na revista científica Herpetologica , essa espécie de até 6 centímetros de comprimento exibe uma característica rara entre os répteis: é formada apenas por fêmeas, que se reproduzem por um processo conhecido como partenogênese - o óvulo se desenvolve em um ser adulto sem a necessidade de fertilização por um espermatozóide.

Ao sul, o endemismo é alto nas restingas de Maricá e Jurubatiba, no Rio. Só ali vive outro pequeno lagarto, semelhante ao C. nativo, o Cnemidophorus littoralis , apresentado na revista Copeia . "A concentração de espécies endêmicas nessas regiões", diz Rocha, "deve-se provavelmente às variações ocorridas nos últimos 10 mil anos no nível do oceano, que promoveram o isolamento de populações de ancestrais, que assim divergiram geneticamente e passaram a constituir espécies diferenciadas."Mas, afinal, as restingas desaparecerão? Se depender dos pesquisadores do Rio, não. No livro em que detalham as descobertas da expedição, eles mostram o que poderia ser feito para ao menos reduzir o impacto humano.

As ações consideradas prioritárias: aumentar a extensão das áreas já protegidas por lei e realizar levantamentos mais abrangentes das espécies de plantas e animais encontrados nas restingas, além de desenvolver programas de educação ambiental nas regiões litorâneas. Os pesquisadores propõem ainda a transformação de áreas com o ambiente mais degradado - como a restinga de Grussaí, no norte do Rio, de Praia das Neves, no município de Presidente Kennedy, Espírito Santo, e de Trancoso, na Bahia - em unidades de proteção integral, nas quais são permitidas apenas a realização de pesquisas científicas, atividades educacionais e de recreação. "Em Grussaí, ainda há uma importante área remanescente em bom estado, que, embora pequena, deveria ser preservada", recomenda Rocha. "O entorno está muito degradado por causa da ocupação irregular do solo."Segundo ele, outra relíquia que deveria ser preservada é a restinga de Praia das Neves, que apresenta uma rara riqueza e diversidade de espécies, embora ainda não exista na região nenhuma área de conservação.

O diagnóstico sobre o estado de conservação das restingas confirma a relação entre o grau de destruição de um ambiente e a ausência de políticas públicas. Nas chamadas unidades de proteção integral, como o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que inclui a mais preservada entre as restingas estudadas, a ação predatória do homem é bastante reduzida. Sem proteção nem fiscalização, porém, o impacto humano tende a eliminar a vegetação natural e reduzir as chances de sobrevivência dos animais que ali vivem. Mesmo o clima das cidades pode mudar sem as dunas e a vegetação litorânea, que ajudam a regular a temperatura. "O ritmo de destruição é muito acelerado", lamenta Monique.


Lastro dos navios: seminário internacional no Rio

FONTE: Agência Brasil
DATA: 8/4/2003

Os problemas decorrentes da troca da água do mar usada como lastro nos navios começaram a ser discutidos nesta segunda-feira (7/4) no seminário internacional "Diretrizes e Padrões para amostragem de Água de Lastro", que será realizado até a próxima sexta-feira (11), na Escola Nacional de Botânica Tropical, que funciona no Solar da Imperatriz, no Jardim Botânico, no Rio.

O evento analisará questões que vão desde a forma correta de se colher amostra da água utilizada no lastro até a questão da certificação que abrange também as condições gerais do navio.

A questão do lastro vem sendo amplamente discutida, principalmente por seis países, entre eles o Brasil que criaram em 2000 o Programa Global de Gestão da Água de Lastro. A troca da água pelos navios só acontece nos portos e ocasiona despejo de microorganismos típicos de cada oceano em locais sem predadores correspondentes, entre outros problemas.

No Brasil, o trabalho vem sendo desenvolvido no Porto de Sepetiba, no Rio de Janeiro, onde já foi realizado o levantamento da biodiversidade aquática,que está em fase de identificação, e levantada a rota dos navios que chegam ao local. Depois do Rio, outro encontro internacional específico para levantamento de espécies aquáticas será realizado em Arraial do Cabo (RJ), de 13 a 17 de abril.


Pesca: Ibama apreende 1,15 tonelada de sardinhas
no Rio

FONTE: Agência Brasil
DATA: 11/10/2003

Fiscais do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis apreenderam 1,15 tonelada de sardinhas, oriundas da região de Sepetiba (RJ), e que seriam comercializadas na Ceasa-RJ (Centrais de Abastecimento do Rio de Janeiro), no bairro de Irajá. Os peixes mediam menos de 17 centímetros, tamanho abaixo do especificado na legislação.

As sardinhas foram doadas para comunidades carentes dos municípios de Nova Iguaçu e Jardim América. O dono do pescado recebeu uma multa de R$ 8,7 mil e o Ibama encaminhou comunicação de crime ambiental ao Ministério Público Federal.

 

 


 

 

 

 








Notícias Relacionadas:

1. Visões Sobre o Conflito

2. Cartas de Moradores

3. Processo de Regularização da Ilha

4. Contexto Ambiental da Baía de Sepetiba
A poluição na Baía de Sepetiba
Obras paradas do Porto de Sepetiba
Secretaria e Feema são denunciadas
Baía de Sepetiba está morrendo
Apuração de crime
Porto: Ibama e Feema não se entendem
S.O.S. SEPETIBA
Estrago ambiental em Sepetiba
Programa de despoluição
Usina: carvão gera debate
Ostras revelam poluição
Lixo e esgoto sufocam baía
Indústria poluidora ignora decisão judicial
Porto e condomínio
Ameaça Sepetiba
Novo crime da Ingá
Sepetiba contaminada
Denúncia ao Ministério do Meio Ambiente
Barragem rompe e polui mangue em Itaguaí
Perigo de desastre
Degradação ameaça áreas do Estado do Rio
Biólogos avaliam situação de 17 restingas
Lastro de navios:seminário internacional no Rio
Pesca: Ibama apreende 1,15 ton. de sardinhas

5. Documentação

6. Eventos