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CE - Indígenas e quilombolas exercem cidadania em comunidades de Caucaia


Diário do Nordeste
 
07/10/2018

No Ceará, a expectativa é que mais de 12.300 eleitores votassem em seções especiais destinadas a esses públicos
POLÍTICA
Se para alguns é mera obrigação, para outros é afirmação das próprias origens, atitude de respeito pela história que carregam. O ato de votar, com toda a complexidade que envolve, tem um sentido singular para mais de 5.253 eleitores cearenses que exercem a cidadania por meio de 30 seções especiais destinadas a indígenas em 15 municípios do Estado.

Já na seara do povo quilombola, são 7.125 eleitores distribuídos em 37 seções especiais, integrando um total de 21 cidades do Ceará. Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Na Escola Indígena Índios Tapeba, localizada em Caucaia – município que possui duas zonas eleitorais enquadradas nessa categoria – a movimentação tranquila do público eleitor contrastava com a inquietude que transparecia no olhar de quem passaria a escolher seus representantes pela primeira vez.

Foi o caso de Maria de Lourdes, de 21 anos. Indígena da Comunidade Tapeba, ela compareceu ao local de voto acompanhada do esposo, Tiago Eric, 28, e do filho Josué André, 2. Ansiosa pelo momento de se dirigir à urna, transparece o quão importante é a experiência de exercer a cidadania.

“Para mim, votar é bom porque vou estar fazendo parte da história do meu país, ajudando o Brasil a ir pra frente. É uma chance também de ser representada por quem eu acho que vai colaborar com o meu povo”, dimensiona.

Semelhante opinião é expressa por Jairo José, de 18 anos, que, com as eleições deste ano, colabora pela segunda vez com os rumos do País. O indígena é estudante e também integra a comunidade Tapeba. Em sua visão, a responsabilidade de avaliar o perfil de quem lhe representará é grande.

“Temos que saber em que votar, avaliar bem as propostas dos candidatos. Vou votar em quem vai priorizar o direito de minha comunidade, priorizando nosso povo, nossos parentes”, afirma.

Diferença

Em relação ao pleito de 2016, o TRE informa que houve um aumento de 12,74% do número de eleitores das seções especiais indígenas e 6,18% das seções quilombolas.

A instalação de seções eleitorais especiais em comunidades indígenas está regulamentada pela Resolução TRE-CE nº 434/2011, e visa garantir aos povos indígenas o pleno exercício dos direitos civis e políticos, conforme lei do Estatuto do Índio.

Já a Resolução TRE-CE nº 477/2012 diz respeito à instalação de seções eleitorais em comunidades quilombolas, determinando a promoção da participação negra, em condição de igualdade de oportunidade, em diferentes setores do País.
 

 
O Observatório Quilombola publica todas as informações que recebe, sem descartar ou privilegiar nenhuma fonte, e as reproduz na íntegra, não se responsabilizando pelo seu conteúdo.
 

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