Egbé vem do Ioruba: sociedade e o lugar onde ela se reproduz. O Programa trabalha com comunidades afrodescendentes tradicionalmente estabelecidas no que convencionamos chamar de Territórios Negros: espaços ocupados de forma histórica e culturalmente marcada, que servem à produção e reprodução social e simbólica de grupos cujas trajetórias ou redes sociais têm origem na experiência da escravidão, nas simbologias de matriz afro ou na discriminação de base racial.
O foco do Programa são os terreiros de candomblé e as comunidades remanescentes de quilombos. Os terreiros são espaços comunitários, onde vivem famílias que configuram uma forma “negra” de ocupar as cidades, em meio à especulação imobiliária e ao crescimento desordenado. As comunidades quilombolas também possuem modos tradicionais de ocupação do espaço e são hoje um capítulo novo da luta pela terra no país. Sem perder de vista que, cada vez mais, são identificados, de um lado, quilombos urbanos e, de outro, terreiros de candomblé que se perpetuam no meio rural.
O Programa mantém capacitações técnicas a partir de conhecimentos tradicionais das comunidades, diálogos para a superação da intolerância religiosa, assessoria jurídica educativa e de defesa de direitos. Edita os informativos Territórios Negros e Fala Egbé; além de gerenciar o portal Observatório Quilombola e distribuir semanalmente notícias sobre a temática quilombola.
Incidência local: Bahia (Salvador e sul do estado) e Rio de Janeiro.

Terreiro da Casa Branca, uma das mais
tradicionais comunidades religiosas do Brasil.
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