Revista OQ
Ano 4 - Número 5
Setembro de 2019
Observatório Quilombola Koinonia

Artigos

O Processo de Subjetividade e os Impactos do Atual Governo na Saúde Mental de Quilombolas


Ana Carolina Fernandes dos Santos
 
16/09/2019

Uma das marcas do colonialismo às comunidades negras foi a disseminação e produção de estratégias de poder que visa anular a identidade desses povos, bem como suprimir as experiências individuais, tornando-os sujeitos com uma única realidade. Dissipando uma ideia do que é ser descendente de escravos, do que é ser negro, ser quilombola e, de que suas lutas e reivindicações enquanto grupo não possuem qualquer relevância, de modo que sua existência em si já é um ato de rebeldia e afronte para qualquer governo que não compreenda que essas categorias não são naturais e sim, historicamente construídas. Nessa significância, achar que o processo de subjetividade desses povos e a integridade de sua saúde mental não serão afetados diante de uma ruptura de pequenos direitos conquistados e, de um vasto caminho de lutas a serem travadas em busca de extinguir a invisibilidade que os perseguem, pode ser uma discussão ainda mais perversa e perigosa para o futuro, visto que a naturalização de experiências, obstáculos na preservação de sua cultura, má distribuição de terras, ameaças e repressão constantes pode produzir inconstâncias na subjetividade dos indivíduos e grupos sociais.

Clique aqui e faça o download do texto.

Voltar


 
Licença Creative Commons
Licenciado
Creative Commons
 

Compartilhar

 

Siga-nos