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UNZÓ MAYALA

A Associação Cultural Maiala - Terreiro de Santa Luzia foi fundada pela Mameto de Nkisi (Mãe de Santo na tradição Banto) Laura Mercês dos Santos. Consta em ata a realização de uma sessão de caboclo (Leão de Ouro) de 1959, quando o Unzó (terreiro) situava-se na Rua dos Protestantes. Em 1960, mudou-se para a Rua Pacífico Pereira, conhecida como Curva Grande. E em 1964, o Unzó foi estabelecido na Travessa Padre Domingos de Brito, 34, Fazenda Garcia (antiga Rua da Lama). O terreno era acidentado e foi planificado com esforços manuais. O primeiro pé de “birreira” foi plantado e consagrado a Kingongo (Nkisi - divindade na tradição Banto -, das doenças de pele, da saúde e da morte) para seu assentamento. A cumeeira da casa é de Mikaiá (outro Nkisi), ocupando o centro e o ponto mais alto do barracão. Os jinkisi que regem a casa são: Mutakalambô (florestas e montanhas, da comida abundante) e Nkosi (senhor das estradas de terra).

Em 2000, Mameto Laura Mercês falece e a casa fica em luto por um ano. Após esse período, consultou-se o jogo de ifá para saber quem herdaria o cargo, que ficou com a neta da antiga Mameto, Laura Juliana Borges Cruz. Esta recebeu o Decá em 2001.

O Unzó está inserido na zona urbana, como hoje é realidade de muitos dos terreiros de candomblé. A casa possui aproximadamente 50 membros fixos, sem contar os simpatizantes e a população faz consultas ao ifá, trabalhos de limpeza, entre outros.

Atualmente, a casa tem um calendário anual de celebrações aos jinkisi, que vai de janeiro a agosto. Em setembro faz-se um caruru em homenagem a Dona Mercês, pois era assim como costumava comemorar seu aniversário. O ano é aberto com uma celebração dedicada a Lembá (conectado à criação do mundo) e concluido com a festa de Matamba (guerreira, comanda os mortos).

UNZÓ MAYALA



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