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TRAGÉDIA, MEMÓRIA E ESPERANÇA SOLIDÁRIA
Ano 5 - Nº 19
Março de 2010
Publicação Virtual de KOINONIA (ISSN 1981-1810)
_Índice
 
 
EDITORIAL
PÁGINA DE KOINONIA A cooperação ecumênica se renova

ARTIGOS
Campanha da Fraternidade 2010 , Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Sob a responsabilidade do CONIC, a Campanha da Fraternidade de 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs. O objetivo geral da Campanha é "Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão". Portanto a Campanha da Fraternidade 2010 quer unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo a paz. A Campanha vai nos ajudar a reconhecer nossa omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria.

Economia e Vida (II): Deus e ídolos na economia , Jung Mo Sung
Ainda sobre o tema Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, apresentamos o texto do Professor de pós-graduação em Ciências da Religião Jung Mo Sung. Ele faz uma reflexão abordando "o aspecto teológico-espiritual da economia", um dos aspectos fundamentais do tema da CF Ecumênica deste ano: "Economia e vida".

Fórum Social Mundial 10 Anos Grande Porto Alegre , Eduardo Mancuso
Desde 2001, quando se realizou pela primeira vez em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial vem se contrapondo ao Fórum Econômico Mundial de Davos. Esse Fórum dos ricos e poderosos do mundo tem cumprido, desde 1971, papel estratégico na formulação do “pensamento único” neoliberal em todo o planeta, desmoralizado agora por sua responsabilidade direta pela crise financeira, econômica, social e ambiental que estamos vivendo. Uma verdadeira crise de civilização, devidamente antecipada pelas denúncias e críticas do FSM desde os seus debates iniciais. Já o Fórum Social Mundial se afirmou como um espaço para construção de alternativas de “outro mundo possível”, através do debate de grandes temas e da troca de experiências de lutas, da articulação de iniciativas e campanhas comuns entre sindicatos e movimentos em cada país e em nível continental e mundial. O FSM e o chamado “espírito de Porto Alegre” ganharam o mundo: constituindo-se como um espaço em movimento e como um espaço dos movimentos em luta por uma mundialização alternativa.

Carta de Salvador defende soberania e opressão ao racismo
Uma assembleia aprovou no dia 31 de janeiro de 2010, os termos da Carta de Salvador, documento final do Fórum Social Mundial Temático da Bahia. O texto faz alguns adendos à Carta de Porto Alegre, aprovada no Fórum Social Mundial 10 Anos. O documento aborda cinco principais temas, como a soberania nacional por meio da defesa do pré-sal e a oposição à presença de bases estrangeiras no continente sul-americano, sobretudo de bases norte-americanas no Panamá e em Cuba. O texto também condena a opressão contra a população negra, as mulheres e os homossexuais e pede um Brasil mais democrático, com participação direta do povo nas decisões, além do fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento.

Festa e revisão de caminhos em pauta. A propósito dos 100 anos de movimento ecumênico , Magali do Nascimento Cunha
Este 2010, que fecha a primeira década do século XXI, será marcado pelo centenário da Conferência Missionária Mundial, realizada em Edimburgo (Escócia). Este evento é paradigmático para a reflexão em torno da missão cristã e seus desafios contemporâneos, e também, e com maior destaque, para os esforços em torno da busca pela unidade visível do corpo de Cristo, tendo sido Edimburgo 1910 a primeira grande reunião formal de cristãos de diferentes continentes, em torno de uma causa comum. A Conferência de Edimburgo abriu caminho para a realização de outras que construíram uma teologia da missão e caminhos de unidade no trabalho missionário.

Redes, cidadania e justiça – desafios e possibilidades , Jorge Atilio Silva Iulianelli
Este artigo aborda o processo de constituição de redes e discute alguns aspectos políticos e filosóficos deste modelo de organização social. Parte da afirmação de ser toda organização social fruto das disputas de interesse no sistema de sociometabolismo do capital, o que implica em ter processos que facultam maior subordinação ou maior emancipação relativa aos imperativos sistêmicos. Em segundo lugar, se identifica que a construção de redes sociais é um fenômeno sociohistórico muito apropriado ao século XXI e à modernidade avançada. Finalmente, se reata algumas experiências de formação de redes, no interior da experiência do movimento ecumênico e se discute como redes, meios de comunicação e movimentos sociais são ingredientes de disputas políticas por um novo mundo possível.

Os pecados do Haiti , Eduardo Galeano
A democracia haitiana nasceu há muito pouco. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e enferma não recebeu nada, além de bofetadas. Estava ainda recém nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de terem colocado e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos pegaram e impuseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que havia tido a louca aspiração de querer um país menos injusto.

Dia Internacional da Mulher
Entrevista com a teóloga Sandra Duarte de Souza
No ano de 2010 comemora-se o centenário de instituição do Dia Internacional da Mulher. A data, mais do que uma festividade, é um perturbador estímulo à reflexão: no dia 8 de março de 1857, 129 mulheres e meninas trabalhadoras da indústria têxtil morreram carbonizadas dentro de uma fábrica enquanto reivindicavam melhores condições de vida e trabalho. Em 1910, o Congresso Internacional de Mulheres, realizado na Noruega, escolheu a data de 08 de março para instituir o Dia Internacional da Mulher. Hoje, passado um século, a data costuma ser celebrada com homenagens, bombons e flores. As mulheres as recebem de bom grado. Mas querem também discutir e sonhar com novas e mais saudáveis relações entre homens e mulheres, numa sociedade justa e inclusiva. Dentre as mulheres que discutem, sonham e, com seus talentos, buscam construir essa sociedade mais igualitária, está a teóloga Sandra Duarte de Souza. Mestre e doutora em Ciências da Religião, Sandra é professora de Ciências Humanas e Sociais da Faculdade de Teologia e do Programa de Pós Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo e editora da revista Mandrágora, publicação do Mandrágora/Netmal - Grupo de Estudos de Gênero e Religião da mesma Universidade.



CRÍTICA

• Olhai os lírios dos campos... Elucubrações em torno da atual espiritualidade citadina, Ivone Gebara



SEÇÕES

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Memória - textos que marcaram toda a existência do Tempo e Presença

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